Ligações anônimas para o Disque Denúncia ajudam a polícia do Rio no esclarecimento de centenas de crimes a cada ano. Aqui apresentamos algumas histórias marcantes do resultado desta participação da população, que tanta diferença tem feito no combate ao crime e à violência em nosso estado.
Em novembro de 2010, quando iniciaram os ataques de violência na cidade do Rio de Janeiro, o telefone do Disque Denúncia não parou de tocar. Recordes de atendimento foram batidos. No dia (26/11) foi recebido o maior número de registros em um único dia, foram 1.136 denúncias. Além destas, o serviço também recebeu diversos registros de pessoas que não tinham o que denunciar, mas gostariam simplesmente de manifestar seu apoio à polícia e às autoridades.
Em razão das operações policiais no Complexo do Alemão, o volume de denúncias para este local foi enorme, começaram logo que polícia chegou. Para garantir que todas as denúncias fossem cadastradas e difundidas, em tempo real, uma força tarefa foi estabelecida no Disque Denúncia.
Em 21 de junho de 2010 toda a mídia brasileira noticiava o envolvimento do goleiro Bruno do Flamengo com o suposto homicídio da mãe de seu filho, Eliza Samúdio. O trabalho reuniu policiais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, bem como os serviços de Disque-Denúncia dos Estados. As investigações contaram com o auxílio de diversas informações repassadas pelos disques, que atuaram integrados neste caso.
O Disque-Denúncia do Rio de Janeiro recebeu 90 informações sobre o caso.

Em abril de 2010, a procuradora de Justiça Vera Lúcia Gomes, de 57 anos, foi acusada de tortura e racismo contra uma criança de 2 anos adotada por ela em março do mesmo ano. O Disque Denúncia lançou um cartaz divulgando a foto de Vera Lúcia, para que a população pudesse contribuir com informações que ajudassem a polícia a localizá-la.
Dois dias após o cartaz ter sido exibido nos principais veículos de comunicação e depois de 41 denúncias na central de atendimento, a procuradora se entregou à polícia.
Na noite de 7 de fevereiro de 2007, o que seria mais um roubo de carro no subúrbio do Rio de Janeiro transformou-se em uma tragédia que comoveu o país e ganhou repercussão internacional. O menino João Hélio Fernandes, 6 anos, morreu após ser arrastado ao longo de sete quilômetros pelo carro dos pais que acabara de ser roubado por três homens que abordaram a família num sinal da Avenida João Vicente, em Oswaldo Cruz.
O Disque Denúncia ofereceu recompensa de R$ 4 mil para quem ajudasse a polícia no esclarecimento do crime. Foram registradas 67 denúncias e com a ajuda de uma delas foi possível a localização de um dos acusados, que depois indicou o paradeiro dos outros dois.
Cidadãos indignados chegaram a entrar em contato com a Central de Atendimento oferecendo contribuições para o pagamento da recompensa, fato nunca antes ocorrido.
Ao todo as denúncias somaram 937 ligações e não só ajudaram a justiça chegar aos cinco acusados, como também ao veículo utilizado por eles, prova essencial nas investigações.
Segundo o promotor do caso, Marcelo Muniz, o papel do Disque Denúncia foi fundamental na resolução do caso. “O Disque-Denúncia direciona. Ele diz: ‘vai por ali, o caminho é esse’. Ele é um amparo, um auxílio enorme.”
Dois dias após o crime, a central de atendimento registrou a primeira denúncia sobre a morte de Tim, detalhando o que havia acontecido com o jornalista. A morte foi confirmada depois das prisões de Fernando Sátiro da Silva, o Frei e de Reinaldo Amaral de Jesus, o Cabê, ambos integrantes da quadrilha do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, um dos líderes da facção criminosa que atua na favela.
O Disque Denúncia lançou uma campanha de recompensa que oferecia R$ 50 mil por informações que levassem à localização e prisão de Elias Maluco. Foram registradas mais de 2.500 ligações sobre o traficante e integrantes de sua quadrilha que estavam envolvidos na morte.
Na manhã de 19 de setembro de 2002 o bandido, encurralado na Favela da Grota, acabou se rendendo e foi capturado.