01/06/2026

De acordo com a Polícia Civil, Rabicó seria responsável pela lavagem de dinheiro da organização e pelo gerenciamento de empresas de fachada. O cartaz do criminoso está no Portal dos Procurados, do Disque Denúncia. 

Rabicó é apontado como principal operador financeiro do Comando Vermelho; traficante é um dos mais antigos da facção

Rabicó é apontado como principal operador financeiro do Comando Vermelho; traficante é um dos mais antigos da facção

A operação da Polícia Civil realizada na manhã desta sexta-feira (29) contra um dos principais núcleos financeiros do Comando Vermelho tem como principal alvo o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó. Ele é apontado como um dos chefes da facção criminosa e, segundo as investigações, o principal operador financeiro do grupo.

Antônio Ilário Ferreira, de 61 anos, era considerado foragido até a última atualização desta reportagem. Entre os presos na operação está Raquel Neves dos Santos Mendonça, apontada como companheira de Rabicó. Ele é um dos integrantes mais antigos do Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Civil, Rabicó seria responsável pela lavagem de dinheiro da organização, pelo gerenciamento de empresas de fachada, pela movimentação de recursos financeiros e pelo uso de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos.

As investigações apontam que o esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias em nome de laranjas, emissão de notas fiscais falsas e transações entre empresas ligadas a traficantes para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Em dezembro do ano passado, Rabicó foi alvo de outra grande operação das forças de segurança no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A ação tinha o objetivo de conter a expansão territorial do grupo criminoso.

As investigações apontam que o esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias em nome de laranjas, emissão de notas fiscais falsas e transações entre empresas ligadas a traficantes para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A área de atuação de Rabicó, em São Gonçalo, esteve em destaque no noticiário nos últimos dias após dois pedreiros, a camimho do trabalho, serem mortos por agentes da Polícia Militar. A corporação reconheceu o erro, informou a abertura de um procedimento para apuração dos fatos e afirmou que colabora com as investigações.

Rabicó possui uma longa ficha criminal. Ele responde a processos no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) por crimes como homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa, organização criminosa, além de porte e posse ilegal de arma de fogo.

Em 2008, foi preso em Mamanguape, na Paraíba, onde vivia com a família apresentando-se como empresário. Condenado a mais de 27 anos de prisão, segundo o Portal dos Procurados do Disque Denúncia, ele cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e também em uma unidade de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Ele permaneceu preso até 2019, quando foi beneficiado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu que aguardasse em liberdade o resultado de um recurso. Desde então, não retornou à prisão e segue foragido.

Mesmo durante o período em que esteve detido, Rabicó continuou exercendo influência sobre o grupo criminoso. Em 2014, mais de R$ 3 milhões foram apreendidos dentro de tonéis escondidos em áreas de mata nas comunidades da Mangueira e do Salgueiro. Na ocasião, policiais também apreenderam cerca de 50 quilos de cocaína e armas. As investigações indicaram que o dinheiro pertencia ao traficante.

Fonte: G1 Globo