17/06/2026
Ação integrada entre PM e Polícia Civil apreendeu 123 equipamentos de mineração de Bitcoin e identificou furto de energia elétrica que causava prejuízos estimados em até R$ 350 mil por mês
Na última segunda-feira (15), uma ação integrada entre policiais militares do Serviço Reservado do 15º BPM (Duque de Caxias) e agentes da 59ª DP, 60ª DP e 66ª DP resultou na descoberta de uma estrutura clandestina utilizada para mineração de criptomoedas mediante furto de energia elétrica, na Comunidade Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A operação foi desencadeada após informações encaminhadas ao Disque Denúncia (2253-1177). Com base nos dados recebidos e em levantamentos de inteligência realizados pelas equipes, os agentes localizaram um galpão na Rua Almeirim, onde funcionava uma sofisticada central de mineração de Bitcoin.
No imóvel foram apreendidos 123 equipamentos de mineração do tipo Antminer S19 95T, além de uma placa-mãe, cinco exaustores, dois transformadores, dois disjuntores de alta potência e um computador utilizado para monitoramento e gerenciamento remoto das operações. Os policiais também encontraram diversas identidades civis e um sistema de vigilância composto por várias câmeras, indicando que toda a atividade era controlada à distância.
De acordo com as investigações preliminares, a estrutura operava ininterruptamente, 24 horas por dia. O valor estimado dos equipamentos apreendidos varia entre R$ 400 mil e R$ 650 mil. Já o faturamento bruto mensal da atividade clandestina poderia alcançar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, dependendo das condições do mercado de criptomoedas.
As equipes constataram ainda que a operação era sustentada por furto de energia elétrica, causando prejuízo mensal estimado entre R$ 250 mil e R$ 350 mil à concessionária responsável pelo fornecimento de energia.
Durante o prosseguimento das diligências na mesma via, os agentes identificaram também uma empresa do setor de produção de plásticos que utilizava ligação clandestina para abastecer suas atividades comerciais.
Segundo estimativas iniciais, considerando o valor dos equipamentos apreendidos, o potencial faturamento da atividade ilegal e os prejuízos causados pelo furto de energia, a ação provocou um impacto financeiro de aproximadamente R$ 885 mil à organização criminosa envolvida, valor que poderá ser atualizado após a conclusão das perícias técnicas.
Todo o material foi apreendido e encaminhado para a 59ª DP, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.