05/08/2026

Acidente aconteceu no domingo (2) na Rodovia Rio-Magé, em Saracuruna, no sentido Rio; uma segunda vítima ficou gravemente ferida e foi levada para hospital.

Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em Duque de Caxias

Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em Duque de Caxias

Um motociclista morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena na noite deste domingo (2), na Rodovia Rio-Magé (BR-116), em Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo testemunhas, a vítima seguia de moto no sentido Rio de Janeiro quando foi atingida pelo objeto. O homem não utilizava antena de proteção no guidão e sofreu um ferimento grave no pescoço, perdendo o controle do veículo e caindo na pista. A vítima morreu ainda no local antes da chegada do socorro médico.

Uma segunda vítima também se feriu e foi socorrida em estado grave pelas equipes de resgate e encaminhada ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

De acordo com a concessionária Ecovias RioMinas, o acidente foi registrado por volta das 18h, no km 147 da BR-116, sentido Sul.

O uso, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol, são proibidos no estado do Rio de Janeiro. A linha chilena é considerada ainda mais perigosa do que o cerol por conter uma mistura de cola com partículas cortantes, capaz de provocar ferimentos graves e até mortes.

Dados do programa Linha Verde, do Disque Denúncia, mostram que, nos últimos 13 anos, foram registrados 5.765 alertas relacionados ao uso, fabricação e venda de cerol e linha chilena em todo o estado.

Somente em 2026, já foram contabilizadas 554 denúncias. A cidade do Rio de Janeiro concentra a maior parte dos registros, com 403 ocorrências. O bairro de Piedade, na Zona Norte, lidera o ranking de notificações na capital.

Informações que possam ajudar a identificar responsáveis pela fabricação ou comercialização de linhas cortantes podem ser repassadas de forma anônima ao Linha Verde, pelos telefones (21) 2253-1177 e 0300 253 1177.

Fonte: G1